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nov

Quem foi campeão neste domingo?

Se você é uma pessoa normal que acompanha futebol (sim, isso aqui foi um pleonasmo), deve ter se ocupado ontem lá pelas 17:00 com sua distribuição pessoal de torcida e zica entre Fluminense, Corinthians e Cruzeiro. Mas deixa eu contar: o grande momento do futebol no domingo já havia acontecido sete horas antes.

Às 10 horas da manhã eu levei o bronzeado mais desigual do ano (nem o filtro solar reforçado salvou meus joelhos) para assistir uma das finais mais horrorosas da história do esporte. Paulista FC x Red Bull, no Jayme Cintra. Porque eu pisei no gramado do Maracanã no meu dia de turista, entrei no Morumbi nos meus dias de fangirl e tirei fotos no Pacaembu na visita ao Museu do Futebol, mas só vejo jogo no Jayme Cintra.

Não que eu assista vários jogos (já falei sobre o sol e o bronzeado pedreiro?), mas nenhum outro lugar proporciona momentos incríveis como comemorar a classificação na Copa do Brasil em cima do Internacional com pênalti que não entrou ou derrotar o River Plate na Libertadores com um time de segundona. E não tem lugar melhor para encarar quedas nas séries B, C e D do Campeonato Brasileiro.

O jogo do domingo foi a perfeita mistura dos momentos incríveis com as grandes quedas. Eu gostaria de poder culpar o calor das 10 horas da manhã em final de novembro (quem marca jogo nesse horário?!), mas meio que duvido que o nível teria sido muito melhor em outra temperatura. O resumo mais honesto é que Paulista e Red Bull, os finalistas da Copa Paulista, são absolutamente terríveis. Existe jogo de futebol mais perfeito para um estádio do interior?

Afinal, como não se emocionar com aquela concordância coletiva sobre a total falta de intimidade com a bola exibida pelo sr. Sete? Como classificar aquela furada do sr. Nove (ou teria sido o sr. Oito)? Como evitar aquele aperto a cada bola recuada para o sr. Goleiro que acha (em sua enorme imaginação) que sabe fazer alguma coisa além de dar um chutão? E como não sentir alguma solidariedade pelo sr. Dois, que trocou de função com o sr. Sete e passou a descer pela direita, pedindo a bola desesperadamente – só para não saber o que fazer com ela?

Obrigada, defesa que levou aquele gol ridículo do Red Bull no começo do segundo tempo. Obrigada, jogador do Paulista que chutou o pênalti na trave. Vocês foram essenciais para aquela enorme emoção do gol de empate achado lá no finalzinho do jogo. Vocês colocaram o estádio todo em pé, pedindo o final da partida por um conjunto meio grande de motivos (incluindo “acabou a água, o refrigerante e a cerveja”).

O título garantiu a integridade física do estádio e ainda arrumou uma vaga na Copa do Brasil. Sim, o campeão voltou.

Gaaaalo!

só um comentário

  1. […] This post was mentioned on Twitter by Lhys, Sheila Vieira. Sheila Vieira said: Fofo post da @lhys sobre o Paulista de Jundiaí http://abaleialiteral.com.br/?p=117 […]

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