11

maio

O folheado de chocolate, o bolo de cúpula e o bolo simbólico

Não existe muita vantagem na vida em se ter um blog, mas pelo menos você tem algum registro da sua vida (ou do que você estava pensando naquele momento da sua vida). Hoje, por exemplo, é o começo do meu segundo ano no IAG. Minha mãe insiste que estou completando um ano de emprego, mas eu insisto que completei o primeiro ontem no fim da tarde.

Como sempre, I digress.

Voltando ao ponto original, hoje é o começo do meu segundo ano no IAG, então eu estava lendo o post que eu escrevi no blog antigo quando comecei a trabalhar:

Aí, no dia 28 de abril — quando eu já tinha parado de procurar meu nome no Diário Oficial todas as manhãs — o departamento pessoal do IAG me liga.
(…)
Como eu ainda acho que o mundo pode mudar de ideia, não estava nem falando para ninguém (menos para a Ná, mas ela estava online na hora que o IAG me ligou na primeira vez e eu precisava surtar). Enquanto isso, minha mãe contava para o mundo, então eu encontrava as pessoas e elas me diziam “parabéns” e eu pensava “geeeente, meu aniversário é em setembro!”.
Mas eventualmente a notícia virou pública e circulou em uma lista de e-mails de terceiros porque eu trabalhando é tipo 2012. Corram! Calma, universo. Tudo está normal. Eu sei, eu sei, alguém me contratou — mas é porque não tinha nenhuma entrevista no processo.
Enfim. Quando o mundo já sabia e rezava, no dia 10 de maio, saí inocente do HU com meu papel de “apta” para levar ao IAG. Aí me deram um papel para assinar dizendo que eu começava no dia 11, às 8 horas. Pera, DIA 11???
Eu sei, eu sei. A sensação é “finalmente alguém vai se casar comigo e eu não posso nem ter uma hen night?”. Por aí. Sim, eu faço paralelos entre casamento e emprego. E eu também ouço músicas deprê de fim de caso quando não passo em entrevistas de emprego. Aí eu fiz o que eu poderia fazer numa situação como essa: fui para a ECA. E aí eu fiz a outra coisa que eu poderia fazer: passei no Sweden comprar um folheado de chocolate.

Um ano depois, eu não chamo meu trabalho de casamento, mas não tenho mais essa de fazer entrevistas de emprego #fail para precisar ouvir música deprê em seguida. Agora eu ouço música deprê quando quero, ok?

Possivelmente em homenagem ao meu aniversário de funcionária uspiana (me deixa, é meu aniversário de funcionária uspiana!), o Conselho Universitário aprovou o tal novo plano de carreira que vai me dar um aumento razoável para eu não precisar chorar e ouvir música deprê toda vez que pago a fatura do cartão de crédito.

Vou chamar o novo plano de carreira de bolo simbólico. E comemorar com a foto do bolo mais genial da história do IAG.
Fica, vai ter bolo.

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