24

maio

E eu fui sozinha tentar roubar a juventude dos fãs do McFly

As luzes nas laterais ainda estão acesas. Faltam uns 15 minutos e alguém sobe no palco. GRITOS. Calma, gente, ainda não é hora. É só um cara falando que o pessoal da frente está sendo esmagado. Podemos dar um passo para trás? Ok, mais um passinho. Beleza, gente.

Foi nessa hora que eu percebi uma coisa muito importante: não dava para ver absolutamente nada a partir daquele lugar no espaço. E aquelas pessoas ali do lado eram um tanto descuidadas com pés e cotovelos.

O espaço, no caso, era o HSBC Brasil. A única vez que eu tinha ido naquela caixinha de shows (então chamada “Tom Brasil”) tinha sido em 2005: Hanson, com a Naila. Lembro bem que compramos o ingresso e escolhemos nossos lugares (as mesinhas de trás eram integradas com a pista) e, do alto dos nossos 21 anos de idade, falamos “A gente vai ficar sentada, né? Não temos mais essa de ficar na galera”. Aí foi só entrar para mudar de ideia e entrar o mais perto possível do palco. Nas palavras da @tanehitz, “A gente surtou e não percebeu”.

Seis anos depois, a banda era o McFly e eu estava sozinha na pista (óun). Pista? Claro. Só que, desta vez, vários passos mais para trás.

Depois de desistir do lugar cheio de cotovelos, achei um canto ao lado da mesa de som com muito espaço e uma visão privilegiada daquele mar de visores LCD (se você não tem uma câmera para segurar, faça S2!).

E assim começou o show do McFly

Mas a foto parece bem pior do que a situação real. Com aquele espaço entre meus pés e as pessoas da frente – e contando com as dimensões reduzidas do HSBC Brasil –, a visibilidade era muito boa, do tipo que dispensava telões.

Em 2005 eu queria muito ficar o mais perto possível da banda – mas agora eu só quero poder cantar bem alto e ainda achar que eu sou a pessoa mais normal da área. Estou falando com você, pessoa com tiara pisca-pisca. E com você, menina do cartaz. Com você, que estava balançando a câmera Sony enquanto tentava fazer um vídeo do palco com a lente macro ligada. E com você, que trocou votos com o Dougie Poynter (sim, eu sei os nomes) e ficou emocionada quando tocaram “The heart never lies”.

Os 27 anos? É, eles estão aqui e me fazem não pular (tenho uma semana inteira no trabalho pela frente), não gritar e não repetir os moos e hallelujahs. Mas, se alguns saíam do show e encontravam os pais mais pacientes do mundo esperando na porta, eu também tinha minha carona providencial na forma da irmã mais velha.

O que vocês estarão fazendo daqui a seis anos?

 

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