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jul

Um minuto do seu tempo, uma eternidade do meu

Eu ia começar com a historinha sobre como uma pessoa tocou a campainha de casa para fazer pregação. Mas acho que o tempo de todos nós é muito mais precioso que isso, então vou deixar nisso: pessoa tocou a campainha de casa para fazer pregação.

“Oi, nós somos da igreja católica e fazemos um trabalho de evangelização uma vez por ano.” Não estou impressionada. Testemunhas de jeová fazem isso todos os finais de semana.

Mas a pessoa veio pregar e eu estou atrás da janelinha impessoal de atendimento do portão. E, quer saber? Não, eu não vou até o portão para ouvir. É sábado, eu estou em casa lendo e não quero distribuir minutos para qualquer pessoa que apareça.

Não atendo testemunha de jeová, não dou meu nome pra galera da porta da igreja evangélica rezar por mim e falo para o hare krishna que estou atrasada. Também despacho entidades assistenciais desconhecidas, empresas de telefonia e vendedores de cartão de crédito que me ligam no telefone de casa, no ramal do trabalho e no meu celular. Se eu ficar interessada, eu procuro na internet mesma vou até igreja, já que não sou a montanha.

E não, não acho que sou uma vaca por nada disso. Quer reclamar da vida no meu Gtalk? Sou toda ouvidos (ou olhos e dedos). Pode surtar no meu e-mail por causa do trabalho. Pode me mandar SMS. Ninguém me liga, mas eu também ouviria no telefone. Quer saber? Pode vir almoçar em casa. Eu pauso “Torchwood” por vocês, pessoas que eu conheço e que às vezes precisam colocar alguma coisa pra fora.

Mas eu não sinto nenhuma responsabilidade com a pessoa cretina que termina sua tentativa de pregação com um comentário sobre eu achar que estou mais perto da salvação porque tenho uma “casa bonita”. Se você pode me julgar, eu posso desejar que você reencarne como uma mosca. E depois vá pro inferno.

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