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nov

Confissão #34

Eu não ouvia Hanson… em 1997.

Quero dizer, até ouvia. Eu nasci em 1983 e era absolutamente impossível não ouvir “Mmmbop”. E eu assistia MTV (era 1997!), e tocava muito Hanson. Então eu até ouvia Hanson, mas lembro que achei engraçado quando a avó da minha prima (e esta sim era fã!), assistindo “Where’s the Love?”, soltou as seguintes palavras:

Nossa, que menino feio! Essas duas são irmãs dele?

Avança uns anos. É 2000, minha prima (aquela mesma) está no Rio de Janeiro vendo pocketshow do Hanson (cortesia de alguma amiga bem-relacionada) e eu estou pra cá, ouvindo “Save me”. Nada especial, mas estou ouvindo.

Aí chega 2004 e eu estou ouvindo maniacamente todas as músicas do “Underneath”. Em maio de 2005, o show. Com a Naila, claro. Registrado em uma troca absolutamente constrangedora de e-mails. Que eu não vou citar aqui (mas já citei em outra ocasião).

No último domingo, fizemos o mesmo. Ou uma versão do mesmo. A Naila agora é casada. O surto pré-show foi um pouco menor. Acho que nos comportamos relativamente bem. E não deu para repetir o surto pós-show.

Mas, durante algumas horas, foi… ver um show com amigos da faculdade, sair e comer um hot dog com amigos da faculdade, e pular (só um pouquinho) porque, afinal de contas, o Taylor e o Isaac Hanson estavam pulando enquanto tocavam instrumentos e tal. E surtar (só um pouquinho) com “Save me”. Ou “Lost without each other”. Ou “Give a little”. Ou qualquer “obrigado”, “thank you” e “hello”. Só um pouquinho.

Quatro dias depois, ainda estou tentando escrever o tal post do show. Porque, por alguns instantes, era 2005. Mas, logo em seguida, virou 2011. Suas pernas não aguentam mais a tietagem, você precisa acordar cedo para trabalhar no dia seguinte, seus amigos não estão mais naquele estágio legal em que tinham tempo para responder e-mails e mesmo você está correndo tanto com as suas coisas que chega em casa sem muita vontade ou paciência.

Quer saber? 2011 é uma droga.

Mas aquele menino feio e as duas irmãs dele melhoraram um pouco as coisas.

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