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Historinha de Bienal do Livro

Faz uns dez anos que eu não vou na Bienal do Livro e isso nem vai mudar agora porque, sabe, coisas para fazer (ex: curso online de chinês). Mas lá pela metade da década de 1990 (1994? 1996?) eu fui pela primeira vez, de excursão de escola, e a Stella Carr estava autografando um livro.

E eu super lia Stella Carr.

O livro era "Segure o grito!"

O livro era “Segure o grito!”. Estavam no estande a Stella Carr, o ilustrador e duas crianças autografando uma página que apresentava dois personagens novos: Ana Terra e Toshio.

Autógrafos!

Alguns anos depois, minha irmã mudou de escola e a colega de classe dela era a Ana Terra. Minha irmã levou o livro pra ela ver, e depois a gente se conheceu quando ela dormiu em casa.

A Ana Terra era gente fina, um tanto desligada e muito Trekker. Tinha bonequinhos de Kirk e do Spock (eram mais ou menos do tamanho do Ken), que eram obviamente colocados em posições comprometedoras todas as vezes em que eram levados a público. Imaginava a quarta dimensão correndo de um lado para o outro de uma passagem no colégio, e uma vez preencheu uma lousa inteira discutindo comigo sobre o universo antes de alguma aula extra que ia acontecer depois do almoço.

Ana Terra, versão ilustrada

Até conheci a OMG-biblioteca-da-Stella-Carr em uma das festinhas básicas em que a Ana Terra esquecia de comprar frescuras como comidas e bebidas. Quem já conhecia, contrabandeava Doritos e Ruffles na bolsa e comia escondido. Na vez em que tentamos organizar, foi a festinha mais sem-orçamento do mundo, com refrigerantes genéricos e pão de forma e potes de maionese com sabores xis.

Depois ela foi estudar Biologia na USP e a gente ainda se esbarrou aleatoriamente no campus algumas vezes.

O Toshio? Ele não existia de verdade. Foi só um amigo japonês que a Ana Terra arrastou com ela porque estava com vergonha de ficar lá.

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