25

set

Recap atrasado do meu final de semana com #daviscup

Ano passado, eu assisti a repescagem da Davis no sofá da minha casa, e aconteceu isto aqui. O confronto foi na Rússia, teve Youzhny e panelas. E eu estava sozinha. ME DEIXA.

Aí em 2012 Brasil foi sorteado pra enfrentar a Rússia de novo. Só que agora em São José do Rio Preto, com ingressos perfeitamente acessíveis. Começou assim:

Aí evoluiu com:

E quando eu vi, tinha virado:

Estava meio jogado que não teria Youzhny, mas isso pelo menos facilitaria na hora de torcer para o Brasil, sabe. Aí vem a escalação russa, e minha reação foi:

A primeira lista do Shamil tinha Bogomolov, Andreev, Donskoy e Kuznetsov. Sem Youzhny, sem Davydenko, sem panela, digo, Tursunov (tudo bem, o ranking dele andava uma droga). Todos esperando o Shamil mudar a lista, e ele mudou. Para… Bogomolov, Andreev, Gabashvili e… Stanislav Vovk. Donskoy pelo menos é um candidato a participar do Challenger Finals – Vovk era número 400 e alguma coisa.

Já que não tinha Youzhny, não tinha Davydenko e não tinha panela, tive que trollar o menino fã de Teló.

O menino fã de Teló deu RT. Dica pra vida: quando não é pro autor do tweet ler seu comentário, não use o @. Mas Vovk foi tipo o PR do time russo na Davis, então eu super voltei a usar aquele @.

Mas vamos voltar um pouco. Ingressos comprados, hotel reservado (com antecedência, porque a cidade lotou!), filtro solar na mala e minha primeira viagem em primeira classe… do ônibus. Não tem nem um lanchinho (saudades do XPT…), mas o banco é enorme, reclina a vida e eu dormi da meia-noite às seis da manhã.

Peço desculpas aos ilustres cidadãos de São José do Rio Preto, mas nem curti a cidade não. Saí da rodoviária e vaguei por umas duas horas naquela região um tanto feiosa sem nenhum lugar tentador para comer. Acabei comprando suco em lata e pão de queijo em uma conveniência de posto porque lá tinha banheiro. Eventualmente o mercado municipal abriu e eu até entrei para me sentir não-impressionada. Aí larguei essa vida, entrei em um táxi e fui esperar o horário do check-in no saguão do hotel, onde pelo menos tinha uma poltrona.

O hotel era até que legal. O quarto era basicão, mas tudo o que eu queria era um banho, uma cama e um aparelho de ar condicionado, então nos entendemos bem. Ah, e serviço de quarto. Primeira classe do Cometa e serviço de quarto – sou fina (não).

Fino era o clube Harmonia, mas não para os mortais. A organização da Copa Davis em SJRP não é problemática, mas está longe de ser perfeita. A entrada era muito lenta (tive que esperar na fila enquanto acontecia a abertura na quadra!), tinha apenas um guichê vendendo tíquetes perto da quadra (tudo o que você quer quando está pagando R$3 por 300 mL de água é uma fila interminável). A arquibancada é toda montada (ok), então o corpo sofre sentado naqueles degraus. A cadeira lateral é a mesma coisa, só que mais cara e com uma tenda em cima que não protege do sol que bate na cara do público daquele lado. E como a arena não é permanente, você depende de banheiros químicos. Admito que os banheiros químicos estavam bem mantidos, mas continuavam sendo banheiros químicos.

E tem a torcida. A torcida. Vou começar admitindo que sou chata: não gosto de torcida contratada, odeio buzina e acho o Mário um saco (no jogo de duplas, o Mário se confundiu e pediu o quebrando enquanto a dupla brasileira sacava – aí passou o resto do game disfarçando e pedindo pro Marcelo Melo quebrar um russo). E a total incapacidade de encontrar uma provocação adequada para o time russo – incluindo gente usando smartphone para tentar traduzir qualquer palavra engraçadinha. E isto aqui:

Mas, ok, jogos. No primeiro, Rogerinho estava passeando tanto que esta definição permanece:

Aliás, vamos reparar: eu estava torcendo contra o russo. Guardem este momento.

Andreev felizmente acabou com aquela tragédia abandonando depois do segundo set. Aí veio Thomaz, que precisou de quatro sets contra o Gabashvili. Mas, de novo, a torcida:

Quando o Bellucci chegou ao matchpoint, as duas crianças estavam torcendo muito… para aquilo acabar.

No fim da sexta, a Sheila gentilmente comeu uma batata frita comigo e evitou que eu passasse três dias inteiros sem estabelecer diálogos com outras pessoas.

E aí veio o sábado, com o jogo de duplas. O jogo da classificação. Esse momento de… putz, eu até tentei colocar emoção. Tentei!

Mas foi tão fácil. Nem deu aquela tensãozinha de fim de jogo, sabe. Mas foi merecido.

E pelo menos teve comemoração.

Só que aí acabou de vez a emoção, né. Porque o que é que a gente ia fazer no domingo?

Resposta: a gente vai fanfarronar no domingo e pronto.

Meu pré-jogo foi assim:

No fim eu fiquei sem cartaz e sem panela, mas juro que torci do jeito mais animado possível – dentro dos limites da discrição.

Perdi o Vovk saindo da sala de imprensa por tipo 30 segundos. Eu poderia ter gritado, mas amarelei até quando o Shamil passou por mim DUAS VEZES e eu não consegui pedir para tirar foto. Único arrependimento do final de semana inteiro.

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