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ago

02/30

Sabe aquela coisa que falam sobre seu metabolismo estacionar quando você fica velho? É verdade, crianças. Não tenho nenhum argumento científico aqui, mas envelhecer não é só um estado de espírito – é uma dorzinha bem real e irritante que aparece do nada.

Não que eu seja lá das dorzinhas. Minha avó dizia alguma coisa sobre gente ser tão ruim que nem doente fica, e a família inteira meio que associava essa frase à simpatia da minha pessoa. Pois é, não era só você que achava isso. Enfim, meu ponto é que eu (ainda) não estou andando por aí com as costas dobradas, ou praguejando contra essa chuvinha chata que faz meu joelho doer – mas, não, isso não significa que os anos tenham passado por mim sem me chutar de vez em quando.

Quando eu tinha uns 20 ou 21 anos, me matriculei em uma academia perto de casa. Logo eu, que tirava C em Educação Física. Eu estava ficando meio incomodada com as minhas costas e colocando a culpa na cadeira do estágio, mas o consenso geral foi de que eu precisava de algum tipo de fortalecimento muscular.

Mas acabou sendo bom, porque a partir dessa época meu corpo passou a se recusar veementemente a queimar uma simples barra modesta de chocolate. E por motivos de chocolate, eu fui razoavelmente digna nessa indignidade de academia. Até começar a trabalhar.

Pois é.

Em 2010, alguém me disse que eu ainda ia perder peso terminando o mestrando enquanto começava a trabalhar no IAG, mas a verdade é que eu devorei tudo o que encontrava na frente enquanto escrevia a dissertação naqueles finais de semana. Não ajudou que eu tenha desistido da academia porque “ai, gente, quem tem tempo pra essas coisas?”.

Mas, calma. Vai dar tudo certo. Felizmente eu sou muito desapegada com essa coisa chamada dignidade, então de tempos em tempos eu retorno aos vídeos do faça-você-mesmo-e-em-casa. Minha preferida (tchau, resto de dignidade que tentou se esconder) é esta criatura aqui.

A verdade é que eu não posso fazer absolutamente nada que envolva coordenação motora e/ou ritmo. Pessoa mais bizarra que eu orientando alunos mais obesos que eu a dançar músicas mais velhas que eu? Nope. Não consigo. Já Leslie Sansone coloca no título uma coisa que eu consigo fazer (walk) e uma coisa que eu gosto (at home). Fechou.

O problema, obviamente, é que eu sempre interrompo uma sequência. Estava tudo indo bem no começo do ano, aí eu saí de férias. E eu sou muito boa com desculpas (não que minhas desculpas sejam boas, mas eu aceito todas elas).

Enfim, tirei a poeira do DVD pendrive hoje. Vamos ver se eu consigo pelo menos manter alguma regularidade pelos próximos 28 dias. Até porque eu já escolhi uma torta de chocolate para acomodar todas aquelas velinhas.

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