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06/30

Setembro de 2000. Eu tinha 17 anos e não assisti muito tênis olímpico porque era ano de vestibular etc., mas lembro que o Haas estava na final porque o ouro foi do Kafelnikov e eu tenho uma palavra pra vocês: russo. Vem de longe.

Então vamos ficar com o Official Report do Comitê Organizador:

One quarterfinal pitted Moroccan player Karim Alami against Switzerland’s Roger Federer, both unseeded players, and it was Federer who advanced to the semifinals. Probably the toughest of the quarterfinals was the duel between Max Mirnyi and Tommy Haas. It was the German who won out, 4–6, 7–5, 6–3. France’s Arnaud Di Pasquale thrived in the Olympic Games atmosphere and easily handled the No.8 seed from Spain, Juan Carlos Ferrero, 6–2, 6–1.

It was thought that the winner would come out of the other quarterfinal where Yevgeny Kafelnikov proved too crafty for Brazil’s Gustavo Kuerten, 6–4, 7–5. In the semifinals Federer fell to Haas, 6–3, 6–2, and Kafelnikov beat Di Pasquale 6–4, 6–4. (…) The final was an absorbing three-and-a-half hour ordeal, and in a match that either man could have won, Kafelnikov eventually prevailed, winning 7–6 (4), 3–6, 6–2, 4–6, 6–3. (…)

He threw his racquet to the crowd when the final point was won. Kafelnikov had achieved his dream of a gold medal. The silver went to Haas and France’s Arnaud Di Pasquale won a play-off against Roger Federer for the bronze medal.

13 anos atrás, essa estranha combinação de Yevgeny, Guga e Di Pasquale com Federer, Haas e Mirnyi.

Haas tinha 22 anos, Federer tinha 19. Lembro de ser criança, umas dois olimpíadas antes disso, e achar super legal aqueles atletas ridiculamente novos. Vamos tomar o mundo, sabe? 2000 e 2004 foras os jogos do “os atletas têm mais ou menos a minha idade”. Em 2008, eu já comecei a procurar as pessoas idosas do pelotão. Em 2012, eu só queria que alguém mais velho que eu fizesse alguma coisa heróica.

Também tenho dessas principalmente nos Grand Slams, primeiro com o Lapentti, e agora com Haas, Hewitt. E Federer – que, afinal, tem a mesma idade do Hewitt.

Nesta semana ainda não tem Grand Slam, mas hoje teve um Federer x Haas. Haas tem 35, Federer tem 32. E eu tenho 29, mas não estava assistindo porque é dia útil e eu trabalho etc., mas bisbilhotava o placar no celular. Haas fez 6-1 no primeiro set, abriu quebra de vantagem no segundo e… e na próxima chance que eu tive de olhar pro placar, já tinha levado de 5-7. E em seguida perdeu o terceiro set. Claro.

Talvez eu devesse escrever aqui sobre o Federer ter 32 anos e nada querer dar certo e o corpo não querer fazer as coisas certas que ele costumava fazer e existir uma dorzinha chata nas costas que faz até a previsão do tempo – mas que ele continua lá jogando, batendo, tentando, até se achar e achar um jeito.

Mas não.

Eu só queria escrever que o Tommy Haas está aí para falar que não existe essa de idade e experiência e equilíbrio e serenidade.

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