13

nov

Sobre números, baleias e jeans

Hoje eu fui doar sangue. *aplausos*

Mas, não, não estou escrevendo pelos aplausos. *aplausos*

Mesmo que o banco de sangue estivesse lotado e eu tenha levado umas duas horas para fazer isso. *aplausos*

Bloody hell!

A questão é que, no meio do processo preliminar (mede a pressão, fura o dedo no teste de anemia, confessa que não tem vida), precisam anotar sua altura. Eu costumo chutar minha altura fictícia em 1.65m. Deve ser alguma coisa perto disso. Acho. Mas é por aí. Dois a mais, dois a menos.

Só que aí me perguntam o meu peso. Não, eu não sei o meu peso. Não consigo nem chutar o meu peso. Porque eu só subo em balanças para exame médico e coisas assim, aí o médico anota no papel e eu não faço questão de guardar. Enfim, subi em cima da balança hoje e a pessoa falou na minha frente, então não vou esconder – 65kg.

Mas 65 não é um número importante. Importante é o número 42 – meu número de jeans.

Estou dizendo que é um número importante porque faz alguns meses que eu preciso comprar jeans novos (para trabalhar), mas estou enrolando. Primeiro porque eu estava ocupada (fase mais complicada do mestrado); depois porque a fase complicada do mestrado me incentivou a ser sedentária e comer ogramente, e o 42 começou a ficar meio em dúvida.

E aí? Aí que foram duas semanas de abstinência de bolinho de chocolate no fim da tarde (saudades…) e o retorno da atividade física mais constrangedora que você conseguir imaginar. O 42 começa a parecer mais adequado, mas ainda não está tudo muito certo.

O meu tudo muito certo nem é lá grande coisa – é só o meu estado seis meses atrás, antes de começar a trabalhar. Porque trabalhar, além de todo o resto, também engorda. E trabalhar também faz com que você precise de mais roupas – o que me levou a comprar camisetas compulsivamente nos últimos três meses.

Mas tudo bem, tudo bem. Estou quase pronta para voltar à loja e comprar jeans. Só preciso me preparar psicologicamente para comprar jeans. E, não, isso não é tarefa simples.

Porque eu sou… específica. Jeans é feito de algodão, e não de stretch. E tem uma faixa aceitável de tonalidades (sempre pro azulado). E tem bolsos – não faço questão do tal quinto bolso, mas preciso dos outros quatro. E não tem milhares de tachinhas e bordados e coisas penduradas.

Aí, quando eu comecei a me preocupar com a compra de jeans, passei a reparar em calças alheias na rua. E percebi que praticamente todas as mulheres estão usando skinny ou cigarrete. E, sinceramente, isso não cai bem na maioria dos casos. Então eu preciso de jeans tipo boocut. E tenta procurar jeans bootcut por aí…

Mas tudo bem, tudo bem. Me dá mais duas semanas (de abstinência de bolinhos de chocolate e preparação psicológica) eu estarei pronta para entrar na loja e pedir um jeans sem stretch, sem detalhes, com bolsos e com a barra mais larga.

É, eu também adoro quando o modelo mais simples e tradicional não existe.

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