22

ago

13/30

Eu fui uma daquelas pessoas que lamentou o fim do Google Reader porque eu aparentemente sou das antigas e fico perdida sem meus feeds.

Mas, enfim, GReader acabou. Eu migrei para o Feedly depois de recomendações. Demorei um pouco para me adaptar porque ele tem muito mais frescuras (e não tem a busca!), mas o app é legal e me ajudava a fazer o primeiro filtro.

Sim, primeiro filtro. Primeiro eu vou eliminando todas as que não me interessam. Depois eu repasso para ver se deixei alguma coisa passar ou se dá pra só ler rapidinho o começo. Depois eu leio as que parecem ser simples. Depois eu vou para as que eu deveria ler antes que o assunto fique velho. Aí é hora das que ainda dá tempo de ler naquela hora. Eventualmente, vou acumulando as que vão me tomar mais tempo, aí no fim do dia ou no começo do dia seguinte eu chego nelas.

(E se nada mais resolver, eu mando para o pocket mesmo e finjo que um dia vou ler aquilo.)

Hora do almoço e depois da janta eram meus horários preferenciais de zerar os feeds. Mas eu também usava alguns breaks ao longo do dia (explicarei isso em outro post) para ir limpando.

Ontem à noite, deixei os feeds em 15 itens não-lidos. Achei digno. Aí hoje eu não fiz nenhum break e o resultado são os 158 itens não-lidos me esperando neste momento. São 22:30 e eu já estou admitindo a derrota: o jeito é marcar tudo como lido, zerar o feed e torcer para o dia seguinte ser melhor.

Meus feeds têm um pouco de Gawker media, um pouco de op-ed, um pouco de TV e uma mistura sem lógica que inclui jornalismo, música e sociologia. As duas coisas que me complicam mesmo são Gawker media (tem muitos posts rápidos, mas o problema é que são muitos posts) e especialmente o op-ed.

Comecei a assinar op-ed como “um jeito para saber quais são os assuntos que eu deveria acompanhar”. São só três jornais, mas está inviável. Até reservei um tempinho para ler agora à noite, mas foi para ler sobre educação matemática (voltarei a isso, algum dia). Não foi para ler sobre Bradley/Chelsea Manning, não foi para ler sobre Egito, sobre Síria, sobre educação infantil, sobre uniformes escolares, sobre dívida estudantil, sobre nomes, sobre imigração, sobre ética científica, sobre bibliotecas, sobre criminalidade, sobre 1D (sim!), sobre sexismo.

O problema é que eu queria ler sobre tudo isso.

Outro dia a Marcela disse que meus feeds são praticamente um trabalho. Talvez. Só que eu não sei entender ou explicar direito o que me colocou na faculdade de jornalismo tantos anos atrás, mas nunca duvidei da minha vontade de saber um pouco (e um pouco mais!) sobre tudo. Quero ler sobre preconceitos e quero ver vídeos de gatos. Quero especular sobre novas séries de TV e quero criticar mais uma capa sobre o peso da Jessica Simpson.

Quero saber o que está acontecendo. Quero poder ter uma opinião sobre isso.

Quero torcer para o dia seguinte ser melhor.

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