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17/30

Ontem aconteceram os VMAs e eu nem liguei porque, hello, não é 2001 e quem assiste essas coisas a essa altura? Mas claro que eu vi um pedaço, porque *NSYNC apareceu junto no mesmo palco durante uns 10 segundos e eu consigo até ignorar o grito desesperado por atenção do JC Chasez para apreciar esse momento. Como o medley do VMAs me lembrou, boybands são um exemplo do todo que é maior do que a soma de suas partes.

Caso você ainda não tenha percebido, eu meio que me importo com boybands. O estranho é que durante um pequeno mas significativo intervalo, eu realmente não me importei.

Foi pela metade dos 1990s (odeio todos vocês que estão pensando “oh, foi tipo quando eu nasci!”). Eu ouvia coisas como Blur e Beck e Smashing Pumpkins. Eu não ouvia Take That (I know!) e Boyzone e Boyz II Men. Eu até olhava de cima, porque nessa idade você é meio besta e acha que é legal e pode fazer essas coisas.

Exceto por “Back for good”. Claro que eu ouvia “Back for good”. Não entendia por que eles dançavam na chuva, mas quem não ouvia “Back for good”?

Não lembro bem como ou por que comecei a ouvir. Provavelmente foi pelo motivo simples de “era fácil de decorar”. Se não estou enganada, foi um pouco pela piada também. E eu garanto que nunca quis casar com nenhum Brian ou Bryan, ou Nick ou Nick ou Nicky, ou Joey ou Joey.

Boybands são uma ótima coisa pra se aprender: primeiro você memoriza as letras, depois distingue umas das outras, depois decora os nomes dos integrantes e eventualmente consegue reconhecer quem canta qual parte. Depois disso, você pode passar uns 15 anos tentando estabelecer a Teoria Geral das Boybands (work in progress).

Para mim, sobrou o mito da boyband honesta. Quando aconteceu o Grande Renascimento das Boybands, eu já tinha visto o então-fim de New Kids on the Block e de Take That. Para mim, boybands deixavam muito claro o que é que tinha pra hoje. Bandas de rock mentiam e me decepcionavam, mas boybands não seriam capazes de me iludir.

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